Veronica Roth - Insurgente pdf

 Veronica Roth - Insurgente pdf 




Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a aguardada continuação da série de distopia que se tornou o novo fenômeno do disputado mercado Young Adult após Jogos Vorazes, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor. Com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos, Divergente é a próxima grande franquia da Lionsgate nos cinemas, com estreia prevista para março de 2014.


Insurgente pdf 

ACORDO COM O nome dele na boca.
Will.
Antes de abrir os olhos, vejo-o desabar sobre o asfalto
novamente. Morto.
Pelas minhas mãos.
Tobias se agacha na minha frente, apoiando a mão sobre meu
ombro esquerdo. O vagão do trem chacoalha sobre os trilhos, e
Marcus, Peter e Caleb estão de pé ao lado da porta. Respiro fundo
e prendo o ar, tentando aliviar parte da pressão acumulada em meu
peito.
Uma hora atrás, nada do que aconteceu me parecia real. Mas
agora parece.
Solto a respiração, mas a pressão continua.
– Tris, vamos – diz Tobias, encarando os meus olhos. –
Precisamos pular.
Está escuro demais para ver onde estamos, mas, se vamos saltar
do trem, devemos estar perto da cerca. Tobias me ajuda a levantar e
me guia em direção à porta.
Os outros saltam, um de cada vez: primeiro Peter, depois Marcus
e, em seguida, Caleb. Seguro a mão de Tobias. O vento aumenta
quando nos aproximamos da beirada da porta do vagão, como uma
mão empurrando-me para trás, para a segurança.
Mesmo assim, nos lançamos em direção à escuridão e
aterrissamos com força. O impacto faz meu ombro ferido doer.
Mordo o lábio para evitar gritar e procuro meu irmão.
– Você está bem? – pergunto, ao encontrá-lo sentado na grama a
alguns metros de mim, esfregando o joelho.
Ele assente. Ouço-o fungar, como se estivesse tentando conter as
lágrimas, e sou obrigada a desviar os olhos para não vê-lo chorar.
Aterrissamos na grama perto da cerca, a vários metros da estrada
gasta pela qual viajam os caminhões da Amizade quando trazem
comida para a cidade, e longe do portão que permite que eles
saiam. O portão está trancado, prendendo-nos do lado de dentro. A
cerca gigante barra nosso caminho, alta e flexível demais para ser
escalada, e firme demais para ser derrubada.
– Deveria haver guardas da Audácia aqui – diz Marcus. – Onde
eles estão?
– Provavelmente estavam sob o efeito da simulação – diz Tobias
–, e agora estão...
Ele se cala por um instante.
– Sabe-se lá onde, fazendo sabe-se lá o quê.
Interrompemos a simulação. O peso do disco rígido no meu bolso
de trás não me deixa esquecer. Mas não esperamos para ver o que
se passou depois. O que será que aconteceu com nossos amigos,
nossos companheiros, nossos líderes, nossas facções? Não há
como saber.
Tobias se aproxima de uma pequena caixa de metal do lado
direito do portão e a abre, revelando um teclado.
– Espero que a Erudição não tenha pensado em trocar a senha –
diz ele enquanto digita uma série de números. Ele para no oitavo
número e a tranca do portão abre.
– Como você sabia a senha? – pergunta Caleb. Sua voz está
carregada de emoção, tanta emoção que fico surpresa por ele não
se engasgar.
– Trabalhei na sala de controle da Audácia, monitorando o
sistema de segurança. Só modificamos as senhas duas vezes por
ano – diz Tobias.
– Sorte a nossa – diz Caleb. Ele encara Tobias de maneira
cautelosa.
– Não tem nada a ver com sorte – diz Tobias. – Eu só trabalhava
lá porque queria ter certeza de que conseguiria fugir um dia.
Sinto um calafrio. Ele fala em fugir como se acreditasse que nós
estamos presos. Eu nunca havia pensado dessa maneira, o que
agora parece uma tolice.
Caminhamos em um grupo pequeno, com Peter apertando seu
braço sangrento contra o peito, o braço no qual atirei, e Marcus com
a mão no ombro dele, mantendo-o estável. Caleb enxuga as
bochechas toda hora e eu sei que está chorando, mas não sei como
confortá-lo, nem por que não estou chorando também.
Em vez de chorar, assumo a liderança do grupo, com Tobias
andando silenciosamente ao meu lado, e, embora não esteja
tocando em mim, ele me dá apoio.
+++
O primeiro sinal de que estamos nos aproximando da sede da
Amizade são os pontinhos de luz que vemos. Depois, as luzes
transformam-se em janelas acesas. Um amontoado de construções
de madeira e vidro.
Para alcançá-las, precisamos atravessar um pomar. Meus pés
afundam no solo e, sobre a minha cabeça, os galhos se entrelaçam,
formando uma espécie de túnel. Há frutas escuras penduradas entre
as folhas, prontas para cair. O cheiro pungente e doce de maçãs
apodrecendo mistura-se ao odor da terra molhada.
Ao nos aproximarmos, Marcus deixa o lado de Peter e assume a
liderança do grupo.
– Sei para onde devemos ir – diz.
Ele nos guia, passando direto pelo primeiro edifício, em direção
ao segundo, à esquerda. Todos os edifícios, exceto as estufas, são
construídos com a mesma madeira escura, crua e áspera. Ouço
risadas saindo de uma janela aberta. O contraste entre as risadas e
a imobilidade fria dentro de mim é gritante.
Marcus abre uma das portas. A falta de segurança seria chocante,
se não se tratasse da sede da Amizade. Eles costumam ultrapassar
o limite entre confiança e estupidez.
Nesse prédio, o único som que consigo ouvir é o ranger dos
nossos sapatos contra o chão. Não ouço mais o choro de Caleb,
mas ele já não estava mesmo fazendo muito barulho.
Marcus para em frente a uma sala espaçosa, onde Johanna
Reyes, representante da Amizade, está sentada, olhando por uma
janela. Eu a reconheço porque é difícil esquecer seu rosto, quer
você o tenha visto uma ou mil vezes. Uma cicatriz se estende, em
uma linha grossa, desde a parte imediatamente acima da sua
sobrancelha direita até o lábio, cegando um dos olhos e fazendo
com que ela ceceie ao falar. Só a ouvi falar uma vez, mas me
lembro bem. Ela seria uma mulher linda, não fosse pela cicatriz.
– Graças a Deus! – exclama ela ao ver Marcus. Caminha em sua
direção com os braços abertos. Mas, em vez de abraçá-lo, apenas
toca seus ombros, como se lembrasse que os membros da
Abnegação não gostam de contatos físicos desnecessários.
– Os outros membros do seu grupo chegaram há algumas horas,
mas não sabiam ao certo se vocês haviam sobrevivido – conta ela.
Está se referindo ao grupo da Abnegação que estava com meu pai e
Marcus no esconderijo. Eu havia esquecido completamente de me
preocupar com eles.
Ela volta sua atenção para o grupo atrás de Marcus. Primeiro para
Tobias e Caleb, depois para mim e por último para Peter.
– Nossa – diz ela, olhando fixamente para o sangue que encharca
a camisa de Peter. – Vou chamar um médico. Posso permitir que
vocês passem a noite aqui, mas amanhã a nossa comunidade terá
que tomar uma decisão em conjunto. E... – ela olha para mim e para
Tobias – ... eles provavelmente não ficarão muito felizes com a
presença da Audácia em nosso complexo. Peço, é claro, que vocês
entreguem quaisquer armas que possam estar carregando.
Pergunto-me, de repente, como ela pode ter tanta certeza de que
sou da Audácia. Ainda estou usando uma camisa cinza. A camisa
do meu pai.
De repente, o cheiro da camisa, de sabonete e suor, sobe e
preenche meu nariz, preenche todo o meu corpo com a sua
presença. Cerro os punhos com tanta força que minhas unhas ferem
minhas mãos. Aqui não. Aqui não.
Tobias entrega sua arma, mas, quando levo a mão às costas para
pegar a arma que estou escondendo, ele a segura e a afasta. Em
seguida, entrelaça seus dedos nos meus, para disfarçar o que fez.
Sei que é uma boa ideia manter uma das nossas armas. Mas,
mesmo assim, seria um alívio entregá-la.
– Meu nome é Johanna Reyes – apresenta-se ela, apertando a
minha mão e depois a de Tobias. Um cumprimento da Audácia. Seu
conhecimento dos costumes de outras facções é impressionante.
Sempre me esqueço do quão atenciosas as pessoas da Amizade
são, até que as encontro.
– Este é To... – Marcus começa a dizer, mas Tobias o interrompe:
– Meu nome é Quatro – diz ele. – Estes são Tris, Caleb e Peter.
Até alguns dias atrás, entre os integrantes da Audácia, “Tobias”
era um nome que apenas eu conhecia; um pedaço dele que ele
havia me dado de presente. Fora da sede da Audácia, lembro-me
do motivo que o levou a esconder esse nome do mundo. O nome
representa uma ligação com Marcus.
– Sejam bem-vindos ao complexo da Amizade. – Os olhos de
Johanna fixam-se em meu rosto, e ela dá um sorriso torto. – Por
favor, permitam que nós cuidemos de vocês.
+++
E nós permitimos. Uma enfermeira da Amizade me oferece uma
pomada desenvolvida pela Erudição a fim de acelerar a cicatrização
para passar no ombro, depois leva Peter à ala hospitalar para tratar
do braço. Johanna nos leva até o refeitório, onde encontramos
alguns dos membros da Abnegação que estavam no abrigo com
Caleb e meu pai. Susan está lá, junto com alguns dos nossos
antigos vizinhos, em fileiras de mesas de madeira que se estendem
por todo o salão. Eles nos cumprimentam, especialmente a Marcus,
com lágrimas contidas e sorrisos reprimidos.
Agarro-me ao braço de Tobias. Curvo-me sob o peso dos
membros da facção dos meus pais, das suas vidas e das suas
lágrimas.
Um dos membros da Abnegação coloca um copo de líquido
fumegante sob meu nariz e diz:
– Beba isto. Ajudará você a dormir, assim como ajudou alguns
dos outros aqui. Sem sonhos.
O líquido tem um tom vermelho rosado, da cor de morangos.
Agarro o copo e bebo rapidamente. Por alguns segundos, o calor do
líquido faz com que eu me sinta como se ainda houvesse algo
dentro de mim. À medida que tomo as últimas gotas do copo, sinto o
corpo relaxar. Alguém me guia por um corredor, até um quarto com
uma cama. E isso é tudo.

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Ahmed Zayed

Hello all My name is Ahmed Zayed I am Egyptian.I am very interested about languages, animals,Drawing,Comics and history also I like to write a short stories about our lives I am writing because I would like to share what I am thinking about with people who even far from me and for me this the way that people can communicate so finally I could bring my books over here I wish that every one will read will like and I will support u with many more books I am waiting for your feed back

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