Vários Autores - Maravilhas da Ficção-Científica pdf

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Maravilhas da Ficção-Científica pdf 

um gênero literário — o da ficçãocientífica
— foi se impondo, e, dentro em pouco, tornou-se o
preferido, notadamente na América do Norte. Irradiou-se logo pelas
diferentes nações, quase sempre por intermédio de revistas
exclusivamente dedicadas à exploração comercial desse novo gosto
das multidões. Em breve, a science-fiction, alcançou a história em
quadrinhos, o cinema, o rádio, a televisão e as páginas de comics
dos grandes jornais. Organizações norte-americanas que
industrializam esses periódicos especializados, promoveram a
revenda de seus títulos em diversos países, editando-os nos
idiomas nacionais respectivos. A ficção-científica passou a ser,
assim, o maior competidor de outro gênero — o policial — que
gozara, até o seu advento, das predileções das massas em todos os
quadrantes da terra. Escritores de todas as nações dedicaram-se,
por sua vez, a cultivar o novo filão de emoções. Até mesmo entre
nós, no Brasil, ao lado de autores ocasionalmente precursores,
como Orígenes Lessa e Afonso Schmidt, apareceu Jerônimo
Monteiro, que produziu várias aventuras interplanetárias para o
rádio, há cerca de dez anos, e que teve mesmo publicado um
volume por uma de nossas empresas editoras, que, muito
cautelosamente, incluiu a obra desse pioneiro numa coleção de
livros infanto-juvenis...
Se bem que recente a sua atualidade — atualidade que se
acentuou com a explosão atômica de Hiroshima, as notícias de
aparecimento de discos voadores, a cibernética, o estudo das novas
teorias astronômicas, as modernas concepções biológicas e
psicológicas, o exame mais aprofundado dos fenômenos
paranormais, como a telepatia, a percepção extrassensorial e a
telekineses, e, finalmente, com a devassa sideral pelos sputniks — a
ficção-científica, como literatura, vem de longe, de muito longe, e
ilustre é a estirpe dos que lançaram os seus fundamentos.
Os historiadores, que se preocupam em fixar as origens dessa
literatura, remontam-na à velha Grécia e apontam a Luciano de
Samosata e a Plutarco como abridores de caminho, cabendo ao
primeiro o mérito de haver criado o gênero com as narrativas
“História Verdadeira” e “Icaromenipo”. Da Grécia saltam para o
século XVI, pois os romanos, cujo gênio se voltara antes para as
leis, a política e a organização social, não ofereceram condições
para o desenvolvimento desse tipo de literatura, coisa que ocorreu
também na era da Invasão dos Bárbaros e na Idade Média —
aquela pela concentração do esforço humano nas atividades bélicas
e esta em virtude do dominante espírito místico, antitético do
conhecimento científico. Assim, somente com Johan Kepler, nascido
em 1571, e na obra “Somnium”, fantasia do famoso matemático e
astrônomo aparecida em 1634 e derivada das hipóteses científicas
da época, o gênero reconquistava direitos. Direitos que, daí por
diante, se ampliariam, à medida que se desenvolvia a mentalidade
científica. Assim, Francis Godwin, clérigo britânico que viveu de
1562 a 1633, autor póstumo de “Man in the Moon”, vinda a lume em
1638, conquistou extrema popularidade. Sua narrativa teve seis
edições durante meio século após o seu aparecimento e inspirou
inúmeras outras.
Outro nome célebre arrolado entre os primitivos escritores de
ficção-científica é o de Cyrano de Bergerac, com suas histórias
cômicas dos Estados da Lua e do Sol. Voltaire também tem o seu
lugar marcado com “Micromegas” e ele apresenta uma inovação:
enquanto seus antecessores narravam viagens a outros mundos do
universo — à Lua especialmente — ou a permanência do homem
nesses territórios ignotos, o escritor francês imaginava a Terra
sendo visitada e criticada por extraterrenos: era o nosso mundo
visto por habitantes de Sirius e Saturno. À Lady Mary Godwin
Shelley — esposa do arielesco amigo de Byron — devem as letras o
monstro criado por Frankenstein, que, reencarnado em Boris Karlof,
pelo milagre do cinema, povoou de terror tantas imaginações.
Edgard Allan Poe, por sua vez, não é um estranho nesse campo
literário, mormente com as histórias “Diálogo entre Eiros e
Charmion” e “Breve palestra com uma múmia”.
São esses os antepassados de Júlio Verne, sem dúvida o nome
mais popular da nova literatura, o divulgador de maior ressonância
das otimistas pretensões humanas baseadas no conhecimento
científico, típico filho do século XIX que tanto confiou no
melhoramento do homem por intermédio do saber e da técnica.
Antepassados também de H. G. Wells, que daria às suas histórias a
força da realidade e do símbolo ao mesmo tempo, informado que
estava o seu pensamento das mais generosas utopias científicas e
políticas. Um e outro são chamados mesmo, pitorescamente, o avô
e o pai da ficção-científica.
Depois destes, o gênero ganharia terreno, cada vez mais, indo a
Conan Doyle, a Carel Capek, a Anatole France, a Gaston Leroux, a
tantos outros escritores, maiores ou menores, sensacionalistas ou
mercantilizados. Mas, em meio a uma fauna heterogênea, quase
sempre mais imaginosa do que criadora, a ficção-científica evoluiria,
assumiria novos aspectos, fixaria seus característicos, e viria a
representar, com validade artística, uma face da literatura, o que
vale dizer do homem e do seu mundo.

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Ahmed Zayed

Hello all My name is Ahmed Zayed I am Egyptian.I am very interested about languages, animals,Drawing,Comics and history also I like to write a short stories about our lives I am writing because I would like to share what I am thinking about with people who even far from me and for me this the way that people can communicate so finally I could bring my books over here I wish that every one will read will like and I will support u with many more books I am waiting for your feed back

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