Vários Autores - Frequência Z pdf

 Vários Autores - Frequência Z pdf 




Santa Fé, uma cidade interiorana como outra qualquer, que subitamente mergulha num dos piores pesadelos já imaginados: O apocalipse zumbi! Mulheres fatais e dissimuladas, homens corruptos, músicos idiotas, heróis forçados, palhaços psicóticos, idosos desesperados, crianças perdidas, cachorros espertos, padres alucinados e muitos outros personagens têm que lutar para escapar da cidade condenada, usando todos os meios possíveis ao seu alcance. E não será nada fácil. APAVORE-SE! VOCÊ ESTÁ NA FREQUÊNCIA Z!

Frequência Z pdf 

Capítulo 1
Ao menos estamos vivos
Por João Norberto
Cidade de Nossa Senhora de Santa Fé, 8:25 da manhã.
"E lá vamos nós para mais um dia emocionante da minha
vida..." Com o irônico pensamento, José Benedito dobrou a esquina,
que levava até o escritório de contabilidade onde ele trabalhava de
faxineiro, o único serviço fixo que ele conseguiu após o tempo em
que esteve preso.
"Trinta e três anos hoje... A idade que Jesus tinha quando
morreu... Será que eu vou ter mais sorte que ele?"
Antes de subir até o segundo andar, do predinho de apenas
três, ele sempre parava na pequena padaria que ocupava o térreo,
para tomar seu café da manhã e trocar uns olhares com a gracinha
da atendente.
Sayuri, uma bela japonesa de apenas dezoito anos, tentava
manter sempre o espírito alegre, enquanto tinha que atender alguns
bêbados, que logo cedo pediam rabos de galo ou uma "branquinha",
ou ouvir a reclamação de alguns funcionários dos comércios ali de
perto.
- Minha filha tá doente... Pior que tive que deixar ela sozinha...
Não posso mais perder nenhum dia de trabalho...
- Você é uma gracinha sabia? Se eu te levo prá casa...
- Ai... Mais um dia... Tomara que passe logo né?
Mesmo com as ordens de seu Geraldo, o dono da pequena
padaria, que não precisava de mais que dois funcionários, para que
a garota sempre tratasse os clientes bem, chegava horas que tudo
que a garota queria era agarrar a cabeça e sair de lá gritando.
O ponto alto das manhãs era quando José chegava.
Sayuri sempre pensava, com certo prazer, no que seus pais
diriam caso vissem como ela dispensava atenção a alguém como
ele, pobre, negro, ex- detento, um simples faxineiro.
- Esse homem não serve para você Sayuri Satoshi... - Seria,
com certeza, a frase com que seu pai começaria outro sermão, o
maior motivo pelo qual ela resolveu sair de casa e tentar se virar
sozinha.
Os pais queriam uma filha médica de todo jeito, mas Sayuri
nunca gostou da ideia de ter uma vida em suas mãos, logo depois
quiseram que ela fosse advogada, mas ela nunca gostou tanto de
livros técnicos.
Sua paixão eram os mangas, animes e os bares de karaokê.
Seu sonho era se tornar cantora, viajar para o Japão e ficar famosa
criando músicas para aberturas de animes, mesmo com alguns
amigos dizendo que ela não era tão afinada.
Em meio a um respiro no movimento daquela manhã, algo que
era raro e até estranho, ela pegou um guardanapo e começou a
rascunhar como seria a roupa que ela iria usar no concurso de
cosplay do próximo final de semana.
- Você tem jeito prá desenho japinha... - A chegada repentina
de José a assustou, fazendo com que a caneta Bic acabasse
fazendo um risco transversal pelo desenho. - Opa! Mal aí...
- Não... Tudo bem... Hã... - Sentindo seu rosto corando, a
garota procurou se recuperar o mais rápido que podia. - O de
sempre?
- Claro... Um café tão pretinho quanto eu e um pão passado na
chapa... Por favor...
Um sorriso da garota fez o coração de José bater mais rápido
e ele olhou para o relógio, vendo que tinha ainda dez minutos antes
de subir para o escritório, bater seu cartão e começar a limpeza.
- Isso... Vai mais rápido Roberto... Assim... Aaaahhhhh....
- Nossa... Que tesão... Você é demais Cela... Aaarrrr...
No escritório de contabilidade do Almeida, o dono Roberto
Almeida, fazia uma "hora extra" com sua funcionária, Marcela de
Souza, que pretendia, com aquilo, saciar sua vontade incontrolável
por sexo e ainda conseguir um aumento.
Por isso ela aguentava ser chamada por aquele apelido que
ela odiava.
- Ai Cela... - Roberto aumentava ainda mais seus movimentos,
sentindo a bunda da mulher batendo com força em seu abdômen,
enquanto ele agarrava com força num dos seios dela, mantendo sua
mão direita apoiada numa das mesas. - Cacete... Tô quase... Mais
um pouco...
- Vai logo... Aaaahhhh... Já, já o Zé chega...
"Saco... Como mete mal... Ai Aninha... As coisas que a mamãe
tem que fazer..." Enquanto continuava sua encenação, Marcela já
mantinha a mente longe, pensando na filha, que nascera com
síndrome de down, o que simplesmente dobrou o gasto que teria
com uma criança "normal".
Foi o que o pai de Aninha jogou na cara de Marcela antes de
avisar que não assumiria a paternidade, se mudando para outra
cidade um mês antes do nascimento.
Mesmo com o nascimento de sua filha, Marcela não teve seu
apetite sexual diminuído, mas agora ele era também uma desculpa
para tentar conseguir mais dinheiro para cuidar de Aninha.
- Aaaaahhh!!! Tô gozando!!!
Por causa de tudo isso, mesmo sentindo um crescente
incômodo, conforme Roberto apertava ainda mais seu seio, ou
enquanto o pequeno pênis mal lhe fazia cócegas, ela precisava
fingir um orgasmo, pois sabia que assim conseguiria alcançar seus
objetivos.
- Bom dia seu Manoel!! - José acabara de terminar o café, e já
estava com o último pedaço de pão na boca, quando o dono do
prédio entrava na padaria.
- Olá Zé Benê!!! Ora pois se este dia não está lindo ó pá!
O faxineiro odiava apelidos, mas aprendera que, com seu
nome isso, era inevitável, ao menos já não arranjava confusão cada
vez que alguém o chamava assim.
- Tá mesmo! - Após enfiar o último pedaço de pão na boca,
José começou a revirar os bolsos para pegar o dinheiro, que
estendeu na direção de Sayuri. - Pronto japinha... - Apesar de tudo,
ele costumava dar apelidos. - Pode ficar com o troco...
Uma piscadinha, pois sabia que o troco não passaria de uma
moeda de cinco centavos e então, após consultar o relógio e ver
que já era quase nove da manhã, ele se colocou a subir as escadas
do prédio, entrando no escritório pouco depois de Roberto e Marcela
terem terminado de transar.
Apesar de já estarem vestidos, o cheiro no escritório e os
rostos dos dois deixava bem claro o que acontecera.
José sabia que não deveria fazer nenhum comentário, Roberto
sempre o lembrava de como era um grande favor ter aceitado-o
como faxineiro, por isso ele deu apenas bom dia aos dois, bateu seu
cartão e foi logo se trocar, pegando uma vassoura e começando seu
serviço.
Era nove da manhã em ponto.
O inferno chegou até eles apenas uma hora após terem
começado a trabalhar.
José já havia varrido, passado um pano no chão e se
preparava para a pior parte do dia, pedir licença aos demais para
limpar suas mesas.
Roberto, que mais ficava na internet, em sites pornôs, do que
trabalhando sempre fazia a mesma piada "Tem que limpar justo
agora? Tá certo... Não vou me meter no SEU trabalho" ele adorava
frisar a inferioridade que via no trabalho do faxineiro.
Já com Marcela era um pouco diferente. A bela ruiva fazia
questão de roçar um dos seios no braço de José, enquanto saía da
mesa com um "ok" saído dos lábios com até terceiras intenções
facilmente detectáveis.
Apesar de tudo ele sabia que precisava começar pela mesa do
chefe e foi caminhando lentamente até ele, procurando evitar o olhar
arrogante de Roberto, colocando um pouco de lustra móveis numa
flanela branca.
Ao longe eles ouviram o som de pneus derrapando, mas não
deram maior importância, muitas vezes as pessoas precisavam frear
seus carros por causa de uma lombada, quase invisível pela ação
do tempo.
E nada faria Roberto perder sua piada.
- Poxa Zé! Tem que limpar justo...
Para um alívio momentâneo de José, a piada de seu chefe foi
interrompida pelo som da porta do escritório sendo violentamente
aberta e em seguida fechada com igual força.
Quando todos se voltaram para a entrada ficaram estarrecidos.
Sayuri, a garota da padaria estava encostada na porta, que
acabara de trancar, arfando como se tivesse subido os lances de
escada correndo com todas as suas forças, dos olhos desciam
verdadeiros rios de lágrimas, mas não foi isso que assustou os
demais.
Ela tinha a blusa ensopada de sangue e na mão uma imensa
faca, de onde também escorria o líquido escarlate.
- Eu... Meus Deus... Meu Deus...
E então ela caiu ajoelhada, deixando José, Roberto e Marcela
atônitos, sem saber o que fazer.
***

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Ahmed Zayed

Hello all My name is Ahmed Zayed I am Egyptian.I am very interested about languages, animals,Drawing,Comics and history also I like to write a short stories about our lives I am writing because I would like to share what I am thinking about with people who even far from me and for me this the way that people can communicate so finally I could bring my books over here I wish that every one will read will like and I will support u with many more books I am waiting for your feed back

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