Toninho Vaz - O Bandido Que Sabia Latim pdf

 Toninho Vaz - O Bandido Que Sabia Latim pdf 



ORELHA
“Rimbaud curitibano com físico de judoca, escandindo versos homéricos, como se fosse um discípulo zen de Bashô”, escreveu Haroldo de Campos apresentando seu discípulo. Segundo Caetano Veloso, “Leminski tem um clima/mistura de concretismo com beatnik”. Para Augusto de Campos “foi o maior poeta brasileiro de sua geração”. Em versos se autodefiniu: o pauloleminski/ é um cachorro louco/ que deve ser morto/ a pau e pedra/ a fogo e a pique/ senão é bem capaz/ o filhodaputa/ de fazer chover/ em nosso piquenique.

Samurai futurista, pensador selvagem, agitador intelectual, meio polaco e meio caboclo, provinciano e universal, Paulo Leminski foi uma inesquecível tempestade na cena cultural brasileira, antes de morrer aos 44 anos, em 1989, no auge do sucesso, como um mito. 

Fabricando fenômenos e sensações com sua poesia perturbadora, Leminski conjugava a densidade fulminante de haicais com a loucura da contracultura, o coloquialismo e o humor de nosso primeiro modernismo com sua profunda erudição. Deixou um testamento pós-joyciano com a prosa ousada de Catatau, e músicas nascidas de parcerias com Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção, Moraes Moreira, José Miguel Wisnik e Caetano Veloso. 

O poeta marginal de Curitiba aderiu ao mainstream midiático dos anos 80 fixando sua marca em trabalhos assinados na Veja, Folha de S. Paulo e na televisão, no Jornal de Vanguarda, enquanto encantava com suas impecáveis traduções de John Fante, Alfred Jarry, Yukio Mishima e Samuel Beckett. Suas biografias de Cruz e Sousa, Bashô, Jesus e Trotski davam a bandeira de sua ligação com os cavaleiros da paixão e da poesia, e com os limites do perigo sinalizando: “Existe um paradoxo nos produtos culturais, superiores frutos do trabalho humano: eles sobre-vivem ao autor, são uma vingança da vida contra a morte. Por outro lado, só podem fazer isso porque são morte: suspensão do fluxo do tempo, pompas fúnebres, pirâmide do Egito.” O bandido que sabia latim resgata a vida deste artista que foi hippie; professor de judô, História e redação; publicitário; inveterado conquistador e bebedor de vodca; candidato a monge beneditino; gênio e doido; ídolo e mestre que deixou poesia e saudade para gerações de leitores.

 Para Naná, pelo amor

e Alice, pela amizade

Para a tia Bá, que só lia biografias

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Ahmed Zayed

Hello all My name is Ahmed Zayed I am Egyptian.I am very interested about languages, animals,Drawing,Comics and history also I like to write a short stories about our lives I am writing because I would like to share what I am thinking about with people who even far from me and for me this the way that people can communicate so finally I could bring my books over here I wish that every one will read will like and I will support u with many more books I am waiting for your feed back

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