Tim LaHaye - Temperamentos Transformados pdf

 Tim LaHaye - Temperamentos Transformados pdf 






Hipócrates (460 a 370 a.C.) é frequentemente chamado de “Pai da
medicina”. Sem dúvida, ele foi o gigante do mundo médico da antiga
Grécia, e nos interessa por duas razões: 1) Geralmente lhe atribuem o fato
de a medicina se preocupar com os problemas psiquiátricos; 2) Reconheceu
as diferenças de temperamento entre as pessoas e apresentou uma teoria que
as explica. Earl Baughman e George Welsh avaliaram da seguinte forma sua
contribuição:
No mundo antigo sabia-se das grandes anomalias de comportamento, mas
geralmente eram atribuídas à intervenção dos deuses e, assim, não podiam ser
estudadas com objetividade. Hipócrates, porém, se opunha ao sobrenaturalismo,
defendendo a ideia de uma orientação biológica, sobre a qual desenvolveu uma
abordagem empírica à psicopatologia. Sua maior força estava talvez na exatidão de
suas observações e na capacidade de registrar cientiAcamente as conclusões a que
chegava.
Na verdade, muitas de suas descrições de fenômenos psicopatológicos permanecem
válidas. Portanto, Hipócrates marcou o início de uma abordagem cuidadosa e
observadora da personalidade anormal, que um dia seria aplicada ao estudo da
personalidade normal.
O interesse de Hipócrates pelas características do temperamento é notável,
especialmente quando consideramos a relativa negligência desse importante
problema no mundo moderno da psicologia. Como resultado de suas observações,
Hipócrates distinguiu os quatro temperamentos: o sanguíneo, o melancólico, o
colérico e o Ceumático. De acordo com ele, o temperamento dependia dos “humores”
do corpo: sangue, bílis preta, bílis amarela e Ceuma. Assim, começou por observar as
diferenças de comportamento, formulando uma teoria para elas. A teoria era
bioquímica em sua essência, e embora sua substância tenha desaparecido, permanece
ainda conosco sua forma. Hoje, porém, falamos de hormônios e outras substâncias
bioquímicas em vez de “humores”, substâncias que podem induzir ou afetar o
comportamento observado.[1]
Os romanos pouco Azeram na área do intelectualismo criativo,
contentando-se em perpetuar os conceitos dos gregos. Um século e meio
após o imperador romano Constantino tornar o cristianismo religião oAcial
em 312 d.C., esse império desmoronou, dando início à Idade das Trevas.
Consequentemente, poucas alternativas ao conceito de Hipócrates foram
oferecidas até o século XIX. Foram poucos os estudos feitos na área da
personalidade, a ponto de H. J. Eysenck[2] atribuir a ideia do conceito de
quatro temperamentos a Galen, que o reativou no século XVII, e não a
Hipócrates.
O Alósofo alemão Emmanuel Kant foi provavelmente o que mais
inCuência teve na divulgação da teoria na Europa. Embora incompleta, sua
descrição dos quatro temperamentos, em 1798, foi bem interessante:
A pessoa sanguínea é alegre e esperançosa; atribui grande importância àquilo que
está fazendo no momento, mas logo em seguida pode esquecê-lo. Ela tem intenção
de cumprir suas promessas, mas não as cumpre por nunca tê-las levado
suAcientemente a sério, a ponto de pretender vir a ser um auxílio para os outros. O
sanguíneo é um mau devedor e pede constantemente mais prazo para pagar. É muito
sociável, brincalhão, contenta-se facilmente, não leva as coisas muito a sério e vive
rodeado de amigos. Embora não seja propriamente mau, tem diAculdade em não
cometer seus pecados; ele pode se arrepender, mas sua contrição (que jamais chega a
ser um sentimento de culpa) é logo esquecida. Ele se cansa e se entedia facilmente
com o trabalho, mas constantemente encontra entretenimento em coisas de somenos
— o sanguíneo carrega consigo a instabilidade, e seu forte não é a persistência.
As pessoas com tendência à melancolia atribuem grande importância a tudo o que
lhes concerne. Descobrem em tudo uma razão para a ansiedade e em qualquer
situação notam de imediato as diAculdades. Nisso são inteiramente o oposto do
sanguíneo.
Não fazem promessas com facilidade, porque insistem em cumprir a palavra e pesalhes
considerar se será ou não possível cumpri-la. Agem assim, não devido a
considerações de ordem moral, mas ao fato de que o inter-relacionamento com os
outros preocupa sobremaneira o melancólico, tornando-o cauteloso e desconAado. É
por essa razão que a felicidade lhes foge.
Dizem do colérico que tem a cabeça quente, Aca agitado com facilidade, mas se
acalma logo que o adversário se dá por vencido. Que se aborrece, mas seu ódio não é
eterno. Sua reação é rápida, mas não persistente. Mantém-se sempre ocupado,
embora o faça a contragosto, justamente porque não é perseverante; prefere dar
ordens, mas aborrece-o ter de cumpri-las. Gosta de ter seu trabalho reconhecido e
adora ser louvado publicamente. Dá valor às aparências, à pompa e à formalidade; é
orgulhoso e cheio de amor-próprio. É avarento, polido e cerimonioso; o maior golpe
que pode sofrer é a desobediência. EnAm, o temperamento colérico é o mais infeliz
por ser o que mais provavelmente atrairá oposição.
l A f l d l d
Fleuma signiAca falta de emoção e não preguiça; implica uma tendência a não se
emocionar com facilidade nem se mover com rapidez, e sim com moderação e
persistência. A pessoa Ceumática se aquece vagarosamente, mas retém por mais
tempo o calor humano. Age por princípio, não por instinto; seu temperamento feliz
pode suprir o que lhe falta em sagacidade e sabedoria. Ela é criteriosa no trato com
os outros e em geral consegue o que quer, persistindo em seus objetivos, embora
pareça ceder à vontade alheia.[3]
No Am do século XIX, o estudo do comportamento humano recebeu
novo impulso com o nascimento da ciência denominada psicologia. “Os
meios acadêmicos consideram a fundação do Laboratório de Psicologia
Experimental de Wundt da Universidade de Leipzig, em 1879, o início
efetivo dessa disciplina.”[4] O dr. W. Wundt muito provavelmente foi
inCuenciado por Kant, pois também aceitava a Teoria dos Quatro
Temperamentos do comportamento humano. Ele fez exaustivas
experiências, tentando relacionar esses temperamentos à estrutura do corpo,
o que o levou ao estabelecimento da psicologia biotipológica, ou seja, a
atribuição das características da conduta do indivíduo a seu tipo físico. Esse
conceito, que encontra muitos seguidores, reduziu os tipos de personalidade
a três. Alguns estudiosos mais recentes dessa escola diminuíram para apenas
dois, em uma classiAcação mais popularmente conhecida como introvertido
e extrovertido.
Sigmund Freud desferiu um golpe devastador na Teoria dos Quatro
Temperamentos no início do século passado. As pesquisas e teorias
psicanalíticas tiveram efeito eletrizante sobre o estudo da personalidade.
“Por meio da implementação de um ponto de vista totalmente
determinista”, Freud e seus discípulos reCetiram sua obsessão pela ideia de
que o meio ambiente determina o comportamento do indivíduo.
Essa ideia, que é o extremo oposto da teologia cristã, minou seriamente a
sociedade ocidental. Em vez de fazer o indivíduo sentir-se responsável por
sua conduta, fornece-lhe uma válvula de escape que o isenta de seu mau
comportamento. Se ele rouba, os comportamentistas tendem a culpar a
sociedade, porque lhe faltam as coisas de que necessita. Se é pobre, culpam a
sociedade por não lhe dar uma ocupação. Esse conceito não só enfraqueceu
o senso natural de responsabilidade do homem como também pôs em
descrédito a salutar teoria dos quatro temperamentos. Entretanto, se
pudermos provar que o homem herda, ao nascer, certas tendências de
temperamento, a teoria do meio ambiente se desmoronará.
Durante a primeira metade do século XX, a maioria dos cristãos parecia
sofrer de um complexo de inferioridade intelectual. A comunidade erudita
declarava alto e bom som a teoria da evolução como um fato. A psiquiatria e
a psicologia subiram ao trono acadêmico, diante do qual todos os
intelectuais se curvaram. Alguns, alegando falar em nome da ciência,
ridicularizavam a Bíblia, a divindade de Cristo, o pecado, a culpa e a
existência de um Deus pessoal. Muitos cristãos procuraram adaptar os
conceitos bíblicos aos conceitos evolucionistas da ciência moderna. Essa
atitude acomodatícia ajudou a produzir o liberalismo teológico, o
modernismo, a neo-ortodoxia e uma igreja claudicante. Muitos cristãos
permaneceram Aéis a Deus e à Bíblia durante esses anos difíceis, mas se
mantiveram inexplicavelmente silenciosos. Uns poucos valentes estavam
preparados e dispostos a enfrentar os eruditos em debates abertos.
Hoje, vê-se uma mudança. A Teoria da Evolução — pedra fundamental
da psiquiatria e da psicologia — se desmancha com o impacto das
minuciosas e constantes pesquisas cientíAcas. Muitos psiquiatras e
psicólogos decepcionaram-se com a psicologia freudiana e o
comportamentismo. Um século de observações conArma a perícia dos
freudianos em diagnosticar os problemas da personalidade, mas levanta
sérias dúvidas quanto a sua habilidade em curar os enfermos. Uma nova
geração de psiquiatras está voltando a atenção para algumas das antigas
ideias e pesquisando outras teorias.
Alguns estão até mesmo enfatizando a responsabilidade do homem por
seus atos, como a Bíblia nos ensina.[5]
Durante a primeira metade do século XX, apenas dois escritores cristãos
parecem ter escrito a respeito dos quatro temperamentos. Ambos eram
europeus, mas suas obras foram amplamente divulgadas nos Estados
Unidos.
Um grande pregador e teólogo inglês, Alexander Whyte (1836-1921),
realizou um breve trabalho sobre os quatro temperamentos, incluído em seu


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Ahmed Zayed

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