William Irwin - Hobbit e a Filosofia PDF

 



William Irwin,Eric Bronson,Gregory Bassham - Hobbit e a Filosofia PDF 

Nunca se ri de filósofos vivos
Numa toca no chão vivia um homem que levava uma vida quieta e
sossegada em uma comunidade que muito prezava as convenções e a
decência. Um dia, entretanto, ele deixou sua toca e partiu em uma jornada
para o desconhecido. Sua aventura, embora assustadora e, por vezes,
dolorosa, modicou-o para sempre. Seus olhos se abriram e sua mente e seu
caráter amadureceram. Quando voltou à toca, os vizinhos passaram a
considerá-lo “esquisito”, porque não conseguiam aceitar que a vida tem mais
a oferecer do que ordem e rotina. Embora tenha perdido sua reputação, ele
nunca se arrependeu de ter participado da aventura que lhe permitiu
descobrir sua verdadeira natureza e experimentar um mundo novo e
instigante.
Se isso lhe parece familiar, não é de surpreender. É a Alegoria da
Caverna, de Platão, possivelmente a mais famosa história contada “lá e de
volta outra vez”. O conto do lósofo grego não fala de hobbits ou magos, é
claro. Trata-se da parábola sobre um homem, encarcerado desde o
nascimento numa prisão” subterrânea, que se aventura a sair e descobre que
o mundo é muito maior, mais interessante e mais bonito do que ele
imaginara. Platão espera que os leitores aprendam algumas lições com essa
alegoria: seja aventureiro; saia de sua zona de conforto; aceite suas
limitações e esteja aberto a novas ideias e a verdades superiores. Apenas
quando enfrentamos os desaos e assumimos riscos podemos crescer e
descobrir o que somos capazes de nos tornar. Essas lições são
essencialmente as mesmas que J. R. R. Tolkien ensina em O hobbit.
Um dos mais adorados livros infantis de todos os tempos, e o fascinante
prelúdio de O Senhor dos anéis, O hobbit levanta diversas questões a serem
ponderadas. Será que as aventuras são apenas “coisas desagradáveis e
desconfortáveis” que “fazem com que você se atrase para o jantar” ou podem
ser estimulantes e ter o potencial de mudar sua vida? Será que a comida, a
alegria e as canções devem ser postas acima do ouro? A vida era melhor nos
tempos pré-industriais, quando havia “menos barulho e mais verde”?
Podemos conar em quem é “generoso como o verão” para usar tecnologias
poderosas com responsabilidade ou essas tecnologias devem ser
cuidadosamente reguladas ou destruídas, para que não caiam nas mãos de
orcs ou de servos do Necromante? Quais são os deveres de um amigo em
relação ao outro? A misericórdia deve ser estendida até mesmo àqueles que
merecem morrer? Bilbo podia ter entregado a Pedra Arken? Como o
tesouro de Smaug deveria ter sido dividido? orin deixou sua “bonita
harpa dourada” em Bolsão quando partiu para o desconhecido? Caso tenha
deixado, quanto podemos faturar se a vendermos na internet? Dos felizes
salões da Última Casa Amiga de Elrond à “viscosa ilha de pedra” de Gollum,
grandes questões losócas são apresentadas aos antigos fãs e novos leitores.
Tolkien — todos os elogios ao seu vinho e à sua cerveja! — foi professor
de Inglês Medieval de Oxford, não um lósofo prossional. Mas como
esclarecem livros recentes como e Philosophy of Tolkien, de Peter Kree,
Defending Middle-earth, de Patrick Curry, e e Lord of the Rings and
Philosophy, Tolkien foi um estudioso extremamente culto que reetiu
profundamente sobre as Grandes Questões. Conta a lenda que, enquanto
corrigia provas em um belo dia de verão, o professor de Oxford deparou-se
com uma folha de papel em branco. Depois de se perder em pensamentos
por algum tempo, Tolkien supostamente pegou a caneta e escreveu a famosa
frase de abertura de O hobbit: “Em uma toca no chão vivia um hobbit.”
Peter Jackson — que os pelos de seus dedos dos pés nunca caiam! —
voltou à cadeira de diretor para rodar O hobbit, depois de levar para casa um
Oscar pela fantástica direção dos três lmes da série O Senhor dos anéis
(2001-2003). Os hobbits podem ser pequenos, mas Jackson e a New Line
Cinema estão investindo alto, esticando a história para outra trilogia,
trazendo de volta grande parte do elenco de O senhor dos anéis e lmando
em 3D. Após uma década incerta e tumultuada, os fãs da Terra-média
poderão nalmente assistir ao mais recente episódio de Jackson sobre a
maior fantasia épica de nosso tempo.
Nesta obra, nosso alegre grupo de lósofos compartilha o entusiasmo de
Tolkien pelas questões losócas da “imensa antiguidade”, mas também
mantém os “capuzes de festa removíveis” à mão. Acima de tudo, este é um
livro escrito por fãs de Tolkien para os fãs de Tolkien. Como outros volumes
da coleção Cultura pop, este procura usar a cultura popular como um
gancho para ensinar e popularizar as ideias de grandes pensadores. Alguns
dos capítulos exploram a losoa de O hobbit — os principais valores e as
conjecturas gerais que fornecem o pano de fundo moral e conceitual da
história —, enquanto outros se valem de temas do livro para ilustrar
diversos conceitos losócos. Nesse sentido, esperamos tanto explorar
algumas das questões mais profundas de O hobbit, quanto ensinar losoas
poderosas.
Assim como os hobbits, nossos autores “têm um cabedal de sabedoria e
frases sábias que a maioria dos homens nunca ouviu ou esqueceu há muito
tempo”. Então, coloque seu melhor Velho Toby no cachimbo e pegue aquela
garrafa especial de Velhos Vinhedos que você estava guardando para um
momento especial. Será uma aventura e tanto.

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Ahmed Zayed

Hello all My name is Ahmed Zayed I am Egyptian.I am very interested about languages, animals,Drawing,Comics and history also I like to write a short stories about our lives I am writing because I would like to share what I am thinking about with people who even far from me and for me this the way that people can communicate so finally I could bring my books over here I wish that every one will read will like and I will support u with many more books I am waiting for your feed back

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