William Dalrymple - Nove Vidas - Em Busca Do Sagrado PDF

 



Há anos que a Índia é objeto de fascínio do Ocidente. Se por um lado a nação se torna um gigante cada vez maior no ranking das economias mundiais, de outro ela continua a atrair milhares de pessoas em busca de experiências transcendentais ou algum tipo de revelação. O escritor William Dalrymple também tem um longo namoro com o país: escreve sobre ele há mais de vinte anos, e divide seu tempo morando entre Nova Delhi e a Escócia. Em Nove vidas, ele faz uma nova abordagem dos relatos de viagem: em vez de escrever sobre a sua experiência nos lugares que visitou, ele busca personagens extraordinários e deixa que eles contem suas histórias. A partir desses encontros, ficamos conhecendo figuras muito mais curiosas que os tradicionais gurus de ioga. É o caso, por exemplo, do cantor de épicos do Rajastão, um pastor que, apesar de analfabeto, sabe de cor os 4 mil versos centenários de A epopeia de Pabuji. Ou da monja jainista que ainda adolescente cortou todos os laços com a família e abriu mão de qualquer tipo de apego para vagar pelo mundo descalça, dedicando-se a sua fé. Seja na conversa com uma prostituta do templo — oferecida por seus pais quando criança para servir à deusa Yellamma e hoje ameaçada pela aids — ou com artesãos que estão seguros de que as estátuas de bronze que fabricam são encarnações dos deuses, Dalrymple tem sempre um olhar respeitoso e fascinado pela cultura indiana, sem qualquer julgamento moral das formas mais heterodoxas de crenças que sobrevivem num país tão diverso e enigmático.


William Dalrymple - Nove Vidas - Em Busca Do Sagrado PDF

A ideia deste livro nasceu há dezesseis anos, em uma manhã clara no
Himalaia, no verão de 1993. Eu estava subindo por uma trilha serpenteante
às margens do rio Bhagirathi, ao longo das laterais íngremes de um vale
densamente arborizado. A trilha era macia e musguenta e passava por fetos
e samambaias, moitas de arbustos espinhosos e bosques de cedros altos do
Himalaia. Pequenas cascatas caíam em meio aos cedros. Era o mês de maio,
e depois de uma caminhada de dez dias eu estava a um dia a pé de meu
destino: o grande templo himalaico de Kedarnath, que os hindus acreditam
ser uma das principais moradas do Senhor Shiva e, assim, ao lado do monte
Kailash no Tibete, um dos dois candidatos ao monte Olimpo hindu.
Eu não estava só na estrada. Na noite anterior, tinha visto grupos de
peregrinos — a maioria deles aldeões do Rajastão — acampados junto dos
templos e bazares ao pé da montanha, aquecendo as mãos sobre pequenas
fogueiras de madeira em decomposição. Agora, à luz da manhã, seu número
parecia ter se multiplicado milagrosamente, e a estreita vereda de montanha
lembrava um grande mar indiano de gente. Todas as classes sociais de todos
os cantos do país estavam lá. Havia grupos de fazendeiros, trabalhadores
analfabetos e pessoas urbanas sosticadas do norte e do sul, todos
aglomerados como numa cena de um moderno Contos de Canterbury
indiano. Os ricos montavam cavalos ou eram carregados para o alto em
doolies, um estranho cruzamento entre uma espreguiçadeira de vime e uma
mochila; porém a imensa maioria de peregrinos pobres não tinha opção a
não ser caminhar.
A cada meio quilômetro eu encontrava grupos de vinte ou trinta aldeões
que se arrastavam pela trilha íngreme de montanha. Velhos descalços,
curvados, com bigodes cinzentos, conduziam as esposas de véu pelas
encostas; outros, mais devotados, se curvavam em oração diante de
pequenos santuários — muitas vezes não mais que pilhas de pedregulhos e
um pôster de calendário.
Sadhus, os homens santos nômades da Índia, também ocupavam a
estrada em uma quantidade impressionante. Enquanto vagava em meio a
aquilégias, ranúnculos e malvas das pastagens de altitude que chegavam aos
joelhos, passei por um uxo constante de homens magros, fortes, saltitantes,
com dreadlocks nos cabelos emaranhados e barbas espessas. Alguns
viajavam em grupos; outros, sozinhos, e muitos deles pareciam mergulhados
em concentração profunda enquanto caminhavam, curvados pelos tridentes
de metal pesados, em um esforço de encontrar a moksa no ar límpido e no
silêncio cristalino das montanhas.
Enquanto escalava trilha acima, comecei a conversar com um sadhu
untado de cinzas e completamente nu, mais ou menos da minha idade.
Sempre imaginara que os homens santos que vira na Índia vinham de
aldeias tradicionais e eram motivados por uma fé cega e simples. Mas, assim
que começamos a conversar, cou claro que Ajay Kumar era na verdade uma
gura bem mais cosmopolita do que eu esperava. Ajay e eu caminhamos
juntos ao longo da crista íngreme de uma montanha, com as grandes aves de
rapina circulando as correntes de ar quentes abaixo de nós. Pedi que me
contasse sua história e, depois de certa hesitação inicial, ele concordou.
“Sou sanyasi [viandante] há apenas quatro anos e meio”, disse. “Antes
disso era gerente de vendas da Kelvinator, uma empresa de produtos
eletrônicos de Bombaim. Tinha feito meu mba na Universidade de Patna e
era considerado uma promessa pelos meus empregadores. Mas um dia
cheguei à conclusão de que não poderia passar o resto da vida anunciando
ventiladores e geladeiras. Assim, simplesmente fui embora. Escrevi uma
carta ao meu chefe e aos meus parentes, dei minhas posses aos pobres e
tomei um trem para Benares. Lá, joguei fora meu velho terno, esfreguei
cinzas no corpo e achei um mosteiro.”
“Você nunca se arrependeu do que fez?”, perguntei.
“Foi uma decisão muito súbita”, respondeu Ajay. “Mas, não, nunca me
arrependi por um minuto, mesmo que esteja há vários dias sem comer e
sinta muita fome.”
“E como você se ajustou a tamanha mudança de vida?”, perguntei.
“É claro que no início foi muito difícil”, ele disse. “Mas tudo que vale a
pena na vida leva tempo. Eu estava acostumado a todos os confortos: meu
pai era político e muito rico pelos padrões do nosso país. Mas eu nunca quis
ter uma vida mundana como ele.”
Tínhamos chegado à crista da montanha e o terreno caía íngreme de
todos os lados. Ajay apontou para as orestas e pastagens que se estendiam a
nossos pés, centenas de tons de verde emoldurados pelo branco cegante dos
picos nevados distantes à nossa frente. “Quando você caminha nas
montanhas a mente ca limpa”, ele disse. “Todas as preocupações
desaparecem. Veja! Levo apenas um lençol e uma garrafa de água. Não
tenho posses, e, portanto, não tenho preocupações.”
Ele sorriu: “Uma vez que você aprende a conter os desejos, tudo se torna
possível”.
A espécie de mundo em que um sadhu naga nu e comprometido podia
também ter um mba era algo com que eu me acostumaria ao longo das
viagens que z por conta deste livro. Em novembro passado, por exemplo,
consegui localizar um tântrico célebre em um terreno de cremação perto de
Birbhum, na Bengala Ocidental. Tapan Goswami era fornecedor de crânios.
Vinte anos antes ele tinha sido entrevistado por um professor americano de
religião comparada, que escreveu um ensaio acadêmico sobre a prática de
convocação de espíritos e de encantamento de Tapan por meio da utilização
de crânios conservados de virgens mortas e suicidas desassossegados. O
material parecia ser rico, embora de natureza sinistra, de modo que passei a
maior parte de um dia percorrendo os vários terrenos de cremação de
Birbhum antes de nalmente encontrar Tapan, sentado do lado de fora de
seu pequeno templo de Kali na extremidade da cidade, preparando um
sacrifício para a deusa.
O sol descia e a luz começava a esmaecer; uma pira funerária ainda
fumegava, sinistra, diante do templo. Em todo lugar, moscas zumbiam no ar
quente, parado. Tapan e eu falamos sobre o tantra, e ele conrmou que na
juventude, quando o professor o entrevistara, ele era de fato um entusiasta
provedor de crânios. Sim, disse, o que escreveram sobre ele era verdade, e,
sim, ele ainda curava crânios de vez em quando e convocava os proprietários
mortos para usar seus poderes. Porém, infelizmente, disse, não poderia me
contar os detalhes. Por quê?, perguntei. Porque, ele disse, seus dois lhos
eram oalmologistas bem-sucedidos em Nova Jersey. Eles haviam proibido
com rmeza que ele desse outras entrevistas sobre o que fazia, pois os
rumores de que a família era metida com magia negra poderia prejudicar a
prática lucrativa que exerciam na Costa Leste. Agora ele achava que talvez
pudesse se desfazer dos crânios e se reunir a eles nos Estados Unidos.
Morando da Índia nos últimos anos, vi o país se transformar em uma
velocidade impossível de imaginar quando me mudei para cá pela primeira
vez no m dos anos 1980. Ao voltar a Delhi depois de quase uma década,
aluguei uma chácara a cinco quilômetros de Gurgaon, cidade de
crescimento explosivo, na extremidade sudoeste de Delhi. Do m da estrada
viam-se na distância os círculos de novas propriedades se erguendo, cheias
de call-centers, empresas de soware e blocos de apartamentos elegantes,
todos se elevando rapidamente sobre terrenos que dois anos antes eram
fazendas virgens. Seis anos depois, Gurgaon galopou em nossa direção a tal
velocidade que agora estava a passos do limite de nossa chácara, e o que se
anuncia com orgulho como o maior shopping da Ásia ca a meio
quilômetro de casa.
A velocidade do desenvolvimento é de tirar o fôlego de qualquer um que
esteja acostumado aos índices de crescimento lentos da Europa Ocidental: o
tipo de construção que na Inglaterra levaria 25 anos para ser feito se
completa aqui em cinco meses. Como sabemos, hoje a Índia está prestes a
alcançar o Japão para se tornar a terceira economia do mundo, e, segundo
estimativas da cia, a economia indiana deve alcançar a dos Estados Unidos
por volta de 2050.
Isso tudo é tão extraordinário que é fácil deixar de ver a fragilidade e
irregularidade da explosão. Quando deixamos Gurgaon e seguimos pela
autoestrada de Jaipur, a impressão é a de uma volta no tempo a um mundo
pré-moderno mais antigo, mais lento. Vinte minutos depois de deixarmos a
sede da Microso ou do Google Ásia em Gurgaon, carros e caminhões
começam a dar lugar a carros de boi e de camelos, e ternos, jeans e bonés de
beisebol são substituídos por empoeirados dhotis e turbantes de algodão.
Trata-se de fato de uma Índia muito diferente, e é aí, nos lugares suspensos
entre a modernidade e a tradição, que acontece a maior parte das histórias
deste livro.
Muito se escreveu sobre o modo como a Índia avançou para devolver ao
subcontinente seu lugar tradicional no coração do comércio global, mas
pouco foi dito sobre o modo como esses imensos terremotos afetaram as
diferentes tradições religiosas do sul da Ásia, ou se explorou como as
pessoas que vivem essas ricas tradições lidaram com a vida no olho do
furacão. Pois o Ocidente com frequência gosta de imaginar as religiões do
Oriente como fontes profundas de sabedoria antiga, imutável, e na realidade
muito da identidade religiosa da Índia se liga intimamente a grupos sociais
especícos, costumes de casta e linhagens de pai para lho, e tudo se
modica com muita rapidez à medida que a sociedade indiana se
transforma velozmente.
Tudo isso levanta muitas questões interessantes: o que de fato signica ser
um homem santo ou uma monja jainista, um místico ou um tântrico em
busca de salvação nas estradas da Índia moderna, em que os caminhões Tata
passam com alarido? Por que alguém abraça a resistência armada como um
chamado sagrado, ao passo que outro pratica, devotado, o ahimsa, ou a não
violência? Por que alguém pensa que pode criar um deus e outro pensa que
um deus pode habitá-lo? Como cada caminho religioso especíco sobrevive
às mudanças pelas quais a Índia está passando? O que muda e o que
permanece? A Índia ainda oferece uma forma de alternativa espiritual real
ao materialismo, ou ela é agora apenas outro sátrapa do desenvolvimento
acelerado de um mundo capitalista mais amplo?
Com certeza, em minhas viagens pela Índia para escrever este livro
encontrei muitos mundos que colidem estranhamente à medida que a
velocidade do processo se acelera. Fora de Jodhpur, visitei um santuário e
centro de peregrinação construído ao redor de uma motocicleta Eneld
Bullet. De início erigida como um memorial a seu proprietário, depois que
este sofreu uma colisão fatal, a moto se tornou um centro de peregrinação,
atraindo romeiros — em especial motoristas de caminhão devotos — do
Rajastão em busca dos milagres de fertilidade que se dizia que ele
propiciava. Em Swamimalai, perto de Tanjore, em Tamil Nadu, conheci
Srikanda Stpathy, um fazedor de ídolos, o 35o de uma longa linhagem de
escultores que remonta aos lendários confeccionadores de bronzes Chola.
Srikanda considerava a criação de deuses uma das vocações mais sagradas
da Índia — mas hoje tem de se conformar com um lho que só quer estudar
engenharia de computação em Bangalore. Em Kannur, no norte do Kerala,
encontrei Hari Das, construtor de poços e, durante dez meses do ano,
carcereiro, que policia a violenta guerra que se desenrola entre os gângsteres
condenados e presos de dois partidos políticos rivais, o rss, de extrema
direita, e o Partido Comunista da Índia (marxista). Porém, durante a
temporada de dança theyyam, entre janeiro e março, Hari tem um trabalho
bem diferente. Embora seja de origem dalit, ou intocável, ele se transforma
em uma deidade onipotente durante dois meses por ano, e, como tal, é
adorado como um deus. Depois, no m de março, volta para a prisão.
Outras pessoas que conheci tiveram seus mundos impactados pela
modernidade de forma mais brutal: por invasões, massacres e pela
emergência de movimentos políticos fudamentalistas frequentemente
violentos; a vida de muitos buscadores e renunciantes com quem conversei
foi marcada por sofrimento, exílio e, com frequência, uma grande dor:
revelou-se que um grande número deles escapava de tragédias pessoais,
familiares ou políticas. Tashi Passang, por exemplo, era monge budista no
Tibete até a invasão chinesa, em 1959. Quando seu mosteiro sofreu a
pressão dos chineses, ele decidiu pegar em armas para defender a fé budista:
“Depois que você foi monge, ca muito difícil matar um homem”, ele me
disse. “Mas, às vezes, pode ser sua obrigação fazê-lo.” Hoje, vivendo no exílio
no Himalaia indiano, ele imprime bandeiras de oração na tentativa de se
penitenciar pela violência que cometeu depois que se juntou à resistência.
Outros, banidos de suas famílias e castas, ou destruídos pela violência
religiosa ou política, encontraram o amor e uma vida comunitária em meio
a um bando de religiosos extáticos, abrigados, aceitos e mesmo
reverenciados, e que em outros lugares seriam marginalizados.
Com histórias e dilemas como esses preenchendo aos poucos meus
cadernos de anotações, dispus-me a escrever um equivalente indiano de
meu livro sobre os monges e mosteiros do Oriente Médio, From the holy
mountain. Porém, as pessoas que conheci eram tão extraordinárias, e suas
histórias e vozes, tão fortes, que ao nal decidi escrever Nove vidas de forma
bem diferente. Duas décadas atrás, quando meu primeiro livro, In Xanadu,
foi publicado, no auge dos anos 1980, os livros de viagem tendiam a pôr em
evidência o narrador: suas aventuras eram o tema; as pessoas que ele
encontrava eram às vezes reduzidas a objetos ao fundo. Com Nove vidas
procurei fazer uma inversão e manter o narrador rmemente nas sombras,
trazendo assim as vidas das pessoas que encontrei para o primeiro plano,
posicionando suas histórias no centro do palco. Em certos casos, para
proteger suas identidades, a pedido dos personagens mudei nomes e distorci
detalhes de alguns deles.
Ao situar muitas das histórias nos aspectos mais obscuros e menos
românticos da moderna vida indiana, com cada personagem contando sua
história, e somente com a estrutura criada pelo narrador, espero ter evitado
muitos dos clichês acerca da “Índia mística” que tanto arruínam os textos
ocidentais sobre a religião indiana.
Nove vidas é concebido como uma coletânea de breves relatos não
ccionais interligados, em que cada vida representa uma forma diferente de
devoção, ou um diferente caminho religioso. Cada vida tenciona ser uma
abertura para o modo como cada vocação religiosa foi apreendida e
transformada no vórtex da metamorfose da Índia durante esse rápido
período de transição, enquanto revela a extraordinária persistência da fé e
do ritual em uma paisagem que se transforma velozmente.
Para minha surpresa, a despeito do desenvolvimento todo que aconteceu,
muitas das questões sobre as quais meus homens santos discutiam e se
angustiavam eram os mesmos dilemas eternos que ocupavam os homens
santos da Índia clássica há milhares de anos: a busca do sucesso e do
conforto material em contraste com as exigências da vida espiritual; o apelo
da vida de ações em contraste com a vida contemplativa; o caminho da
estabilidade em contraste com o fascínio da liberdade da estrada; a devoção
pessoal em contraste com a religião convencional ou pública; a ortodoxia
textual em contraste com a atração emocional do misticismo; a guerra
ancestral entre o dever e o desejo.
A água segue adiante, um pouco mais veloz que antes, porém o grande rio
ainda corre. Ele é uido e imprevisível em seus estados de espírito como
sempre foi, mas serpenteia entre margens familiares.
As entrevistas deste livro aconteceram em oito línguas diferentes, e em
cada caso tenho uma imensa dívida para com aqueles que me
acompanharam nas viagens e me ajudaram a conversar com meus
personagens: Mimlu Sem, Santanu Mitra, Jonty Rajagopalan, Prakash Dan
Detha, Susheela Raman, H. Padmanabaiah Nagarajaiah, Prathibha
Nandakumar, Tenzin Norkyi, Lhakpa Kyizom, Tenzin Tsundue, Choki
Tsomo, Masood Lohar e meu velho amigo Subramaniam Gautham, que me
acompanhou nas viagens para Tamil Nadu e o Kerala. Toby Sinclair, Gita
Mehta, Ram Guha, Faith e John Singh, Ameena Saiyid, Wasa Nazreen, Sam
Mills, Michael Wood, Susan Visvanathan, Pankaj Mishra, Dilip Menon e o
falecido Bhaskar Bhattacharyya me deram conselhos úteis, ao passo que
Varsha Hoon, da Connexions Inc., organizou toda a logística de viagem e
tolerou minhas frequentes mudanças de planos de último minuto com
paciência e criatividade. Geoffrey Dobbs gentilmente me emprestou sua bela
ilha, Taprobane, para começar o livro, e foi lá que escrevi a primeira história,
a narrativa da monja.
Devo a ajuda com as traduções de poemas devocionais às duas belíssimas
coleções de poesias antigas de A. K. Ramanujan, When God is a customer
(University of California Press, 1994) e e interior landscape (Oxford
University Press India, 1994); a Grace and mercy in her wild hair (Hohm
Press, 1999), de Ramprasad Sen; a e mirror of the sky (Allen & Unwin,
1969), de Deben Bhattacharya; a Anju Makhija e Hari Dilgir pela tradução
de Seeking the beloved, de Shah Abdul Latif (Katha, Nova Delhi, 2005); a
John D. Smith por suas traduções de versos Pabuji em e epic of Pabuji: A
study, transcription and translation (Cambridge University Press, 1991); e
por m a Vidya Dehejia pelas traduções de hinos e inscrições tâmeis
clássicos.
Como antes, muitas pessoas tiveram a bondade de ler os rascunhos do
livro e ofereceram sugestões: Rana Dasgupta, Wendy Doniger, Paul
Courtwright, Daniyal Mueenuddin, Ananya Vajpayi, Isabella Tree,
Gurcharan Das, Jonathan Bond, Rajni George, Alice Albinia, Chiki Sarkar,
Salma Merchant, Basharat Peer e, em especial, Sam Miller, que foi um leitor
muito mais útil para mim do que, para minha vergonha, fui para ele em
relação ao manuscrito de seu maravilhoso livro sobre Delhi. Meu heroico
agente, o lendário David Godwin, foi uma rocha o tempo todo. Também fui
abençoado por editores inspirados: Sonny Mehta da Knopf, Ravi Singh da
Penguin India, Marc Parent da Buchet Chastel e em especial Michael
Fishwick da Bloomsbury, que foi o editor de meus sete livros — este é nosso
vigésimo aniversário juntos.
Minha adorável família, Olivia e meus lhos Ibby, Sam e Adam, foi
generosa e deliciosamente divertida, como sempre. Este livro é dedicado a
meu brilhante Sammy, cujo próprio livro de histórias, escrito em
colaboração com seu irmão mais novo, tem crescido com mais rapidez e
contém mais magia que o de seu pai.
William Dalrymple, chácara Mira Singh, Nova Delhi
1o de julho de 2009

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Ahmed Zayed

Hello all My name is Ahmed Zayed I am Egyptian.I am very interested about languages, animals,Drawing,Comics and history also I like to write a short stories about our lives I am writing because I would like to share what I am thinking about with people who even far from me and for me this the way that people can communicate so finally I could bring my books over here I wish that every one will read will like and I will support u with many more books I am waiting for your feed back

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