William Blake - Canções da Inocência & da Experiência PDF

 


Obra-prima da lírica inglesa, as Canções da Inocência & da Experiência [Songs of Innocence & of Experience], escritas e ilustradas por William Blake (1757-1827), foram publicadas em conjunto pela primeira vez em 1794. Organizadas segundo o princípio geral de demonstrar o contraste entre os estados da inocência (a infância, o idealismo, a alegria, a mansidão do cordeiro) e da experiência (a desilusão, a opressão, a hipocrisia, a ferocidade do tigre), as Canções são um bom exemplo da visão dualista que perpassa o universo de Blake. Para o autor, inocência e experiência são dois estados contraditórios, mas também complementares, da existência. Participam da Criação e são necessários um ao outro, pois, conforme afirmou em seu Casamento do céu e do inferno, “sem contrários não há progresso”. Numa visão arquetípica da existência, não os enxerga como qualidades abstratas ou conceitos, mas como forças ativas e estados psíquicos. Com as Canções, Blake transformou as baladas e rimas populares destinadas às crianças de sua época em alguns dos mais altos momentos da lírica inglesa e universal, ao mesmo tempo em que compôs uma alegoria capaz de apreender e expressar alguns dos diversos estados físicos, psíquicos e espirituais da alma humana.


William Blake - Canções da Inocência & da Experiência PDF 

O MENININHO NEGRO
Minha mãe me gerou lá numa austral devesa,
E sou negro, mas – oh! – sei que
minha alma é clara. Clarinha como
um anjo é uma criança inglesa:
Mas negro sou, como se a luz não me tocara.
À sombra de um baobá minha mãe me educou
E sentada comigo ante o calor do dia.
Tomou-me certa vez ao colo e me beijou,
E indicando o nascente eis o que me dizia.
Olha o nascer do sol: lá Deus tem sua casa
De lá nos manda a luz e envia Seu calor,
Que a árvore e a flor e a fera e o homem tudo abrasa
Confortando a manhã alegrando o sol-pôr.
Nosso tempo na terra é só
uma curta estada. Para
aprender a suportar o amor
radioso.
E este corpo tão negro e esta face queimada
É uma nuvem somente, e um bosque penumbroso.
Quando tiver nossa alma esse
ensino aprendido A nuvem se
esvairá e uma voz há de soar.
Dizendo: o bosque abandonai
gado querido.
E vinde em torno à Minha tenda festejar.
Minha mãe disse assim e me
beijou a face. E ao
menininho inglês assim
também falei.
Que quando a nuvem negra e a nuvem
branca passe, E em torno à tenda se
ajuntar a Sua grei,
Vou guardá-lo do sol que ele há
de suportar Quando feliz ao pé
de nosso pai se ajoelhe. Quero
ao seu lado as alvas mechas lhe
afagar, E ele então me amará e
eu serei como ele.

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Ahmed Zayed

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