Walt Whitman - Folhas na Relva PDF

 



Walt Whitman - Folhas na Relva PDF 

Quem toca este livro, toca uma vida.

Walt Whitman é considerado pela crítica mundial o maior poeta da literatura norte-americana. Sua obra-prima Folhas de Relva (1885) é um dos pilares das letras modernas. Nela Whitman introduziu o verso livre e o tratamento poético das coisas cotidianas, dos progressos técnicos, da vida nas cidades e, com total franqueza, o sexo. Ao longo de quase quatro décadas, o autor trabalhou continuamente no desenvolvimento de sua famosa obra, até torná-la em um volume com mais de 500 páginas.

Nos últimos anos, vem crescendo, em toda parte, a popularidade do poeta, especialmente após a exibição do filme Sociedade dos Poetas Mortos, em que um carismático professor revoluciona os métodos de ensino em um colégio conservador, declamando trechos de um dos mais famosos poemas de Folhas de Relva: “Ó Capitão! meu Capitão!” Só agora, depois de cento e treze anos após a morte de Whitman, é publicada, no Brasil, a edição completa de Folhas de Relva.

Whitman e seu livro, que se fundiram num mesmo projeto de vida e de linguagem, alteraram os rumos da poesia moderna como uma onda gigantesca cujos impactos podem ser sentidos até hoje. Whitman afetou a sensibilidade e a obra de várias gerações de escritores e artistas, de Isadora Duncan a Borges, de Maiakovski a Ginsberg.

Escrito num período de formação da consciência e da nação norte-americana, de otimismo nacionalista, expansão geográfica, utopias, pioneirismo, crescimento econômico e tensões sociais, Whitman criou uma poética revolucionária, fundada numa radical experiência de "agoridade".

Como escreveu Whitman no fundamental prefácio de 1855: "O julgamento direto de quem seria o maior dos poetas é o hoje". Se Whitman reinventa tradições e re-elabora formulações básicas do Romantismo, suas descobertas em 1855 prenunciam e antecipam os principais procedimentos e preocupações do Modernismo e das vanguardas do século 20.

Entre eles, o impulso a uma poesia demótica (de linguagem ampla e variada, de uso comum, que tudo absorve e nada rejeita); o poema longo em verso livre como "obra-em-progresso". Uma nova concepção de poesia e de poema. De outro lado, experimentos com diferentes estados de percepção, automatismo psíquico, livre associação de idéias, "simultaneísmo". Retorno às culturas ancestrais, aproximação com religiões e filosofias orientais, além da preocupação com uma nova ecologia do ser humano.

Ênfase na oralidade e materialidade das palavras. Ruptura com os decoros poéticos tradicionais. Verdadeiro grito de independência da poesia americana, a originalidade de Folhas de Relva também estava em sua demonstração prática das possibilidades de uma nova pessoa e de uma nova poesia: um novo modo de ver, sentir e estar no mundo.

Mas se as experiências que o livro colocava em circulação eram acessíveis a qualquer um, o poema de abertura advertia que essas "folhas de relva" eram, no máximo, um guia para esta conquista. Não valeria nada se leitor não as conquistasse, primeiro, dentro de si mesmo. Seu "grito bárbaro sobre os telhados do mundo" ainda merece ser ouvido, 150 anos depois.


Folhas na Relva PDF


Sobre a Obra Folhas de Relva

Folhas de Relva possui uma história editorial incomum. Houve nove
edições durante a vida de Whitman, e Folhas de Relva é o título
geral sob o qual Whitman publicou sua poesia completa. A primeira
edição foi publicada pelo poeta em 1855, com apenas o título e um
retrato dele na capa, sem o nome do autor. Essa edição continha
um Prefácio, hoje um documento histórico da literatura norteamericana,
que enunciava as idéias que fundamentaram a poesia e
a atitude do poeta, e doze poemas separados e sem título (alguns
deles receberam Folhas de Relva como título). Esses poemas foram
numerados e receberam títulos da segunda edição (1856) em
diante. O primeiro e mais longo deles foi “Canção de Mim Mesmo”,
uma “elegia” ao “Eu”. Entre outros, podemos citar “Uma Canção
para Profissões”, “Pensar no Tempo” e “Grandes são os Mitos”. Na
primeira edição, o nome do poeta apareceu apenas na parte que
ficou conhecida mais tarde como a seção 24 de “Canção de Mim
Mesmo”, no verso: “Walt Whitman, um kosmos, de Manhattan o
filho”. John Burroughs{1} nos dá, em uma passagem de seu livro
Notas sobre Walt Whitman, como Poeta e Pessoa (1867), uma
descrição precisa do formato e efeito dessa primeira edição:
No verão de 1855 um delgado volume in-quarto de uma
centena de páginas, pobremente impresso, e inscrito em
grandes letras na página de rosto, FOLHAS DE RELVA,
apareceu da prensa de um pequeno escritório de trabalho na
cidade de Broolyn, Nova Iorque.
Não tinha nome de autor, mas havia um frontispício, uma
apurada e artística gravura de aço, retratando um homem em
algum lugar entre os trinta e trinta e cinco anos de idade,
bastante neglige [Do francês, “sem-cerimônia”.] (sic), sem
casaco ou colete, camisa aberta no pescoço, uma mão no
bolso das calças e a outra repousando em seu quadril; rosto
barbeado e um chapéu de feltro levemente empurrado pra trás
da testa; um par de olhos brandos mas firmes o bastante, e
uma expressão geral, não apenas no semblante, mas por igual
na figura toda, que mantinha a gente olhando longamente a
imagem, sob um sentimento que a gente mal poderia
descrever.
Folhas de Relva cresceu de acordo com a produção poética de
Whitman durante sua vida. Mas esse crescimento não foi tão
simples quanto parece. Na verdade houve muitas mudanças,
rearranjos, acréscimos e subtrações ao livro. A introdução de
Leaves of Grass and other writings [Walt Whitman, (Folhas de Relva
e outros escritos), New York, W.W. Norton & Company, 2002.], uma
“Norton Critical Edition” (Edição Crítica da Ed. Norton), traz um
relato detalhado dessa história, da qual fornecemos aqui um breve
resumo. Em 1856, Whitman adicionou vinte poemas à segunda
edição. Entre eles estavam “By Blue Ontario’s Shore”, “Song of
Prudence”, “Salut au Monde!”, “Song of the Open Road”, “Song of
the Broad-Axe” and “Crossing Brooklyn Ferry” (“Na Praia do Ontário
Azul”, “Canção da Prudência”, “Saudação ao Mundo!”, “Canção da
Estrada Aberta”, “Canção da Acha-d’Armas” e “Travessia da Barca
do Brooklyn”). Essa edição também tinha um grande Prefácio, que
de fato era a carta do poeta a Emerson, seu “Querido Amigo e
Mestre”, em resposta à carta que Emerson tinha escrito quando
recebeu uma cópia da primeira edição, reconhecendo “o
maravilhoso presente” das Folhas e o “pensamento livre e corajoso”
do poeta. [Ibid., pp.637-8.]
Depois disso, Whitman teve um período incrivelmente produtivo,
que durou até 1860, quando ele publicou a terceira edição, com a
inclusão de 124 poemas ao livro já existente. Além das revisões e
mudanças, começou também a agrupar poemas que tinham relação
entre si em conjuntos ou coletâneas (“clusters”), de acordo com os
temas. Para essa nova edição, havia três conjuntos: “Cálamo”,
centrado na celebração da camaradagem entre homens;
“Descendentes de Adão”, baseado na procriação, e Repiques de
Tambor, sobre a nação em guerra (Repiques de Tambor foi iniciado
em 1860). Na realidade, Repiques de Tambor foi publicado em 1865
e sua “Sequel” (“Continuação”) em 1866, ambos como suplementos
a Folhas de Relva, mas para serem mais tarde aglutinados à edição
matriz ou editados separadamente se necessário. A “Sequel” foi a
edição especial que continha a elegia de Whitman a Lincoln, o
poema “Da Última Vez Que Lilases Floriram no Pátio”, a fina peça
poética sobre a morte do Presidente Lincoln. Esses conjuntos eram
tão fortes que eles permaneceram em sua maioria sem mudanças
até a edição final, enquanto outros conjuntos foram redistribuídos ou
simplesmente eliminados como tais, com alguns de seus poemas
sendo inseridos em outras seções do livro. “Chants Democratic” e
“Messenger Leaves” são exemplos disso.
Em 1866 Whitman queria publicar uma edição nova e melhor das
Folhas, concretizada em 1867. Era a quarta edição que, com seus
suplementos, abrangia desta vez 236 poemas. Um dos suplementos
dessa edição era “Songs Before Parting” (“Canções Antes de
Partir”). Depois disso houve a quinta edição, de 1871, com nove
novos poemas. Mais tarde, em 1876, houve uma outra edição, a
sexta, com muito poucas mudanças. Mas com um volume adicional
chamado Two Rivulets (Dois Riachos), composto de prosa e
poemas, tais como as “Centennial Songs” (“Canções Centenárias”),
em homenagem ao centenário da Declaração de Independência
Americana em 1776, e “Passage to Índia” (“Passagem para a
Índia”). Subseqüentemente, em 1881, com uma profunda
modificação e uma redistribuição final, a sétima edição foi trazida a
lume. Esta foi a primeira publicação apropriada das Folhas, pois foi
a primeira feita por uma editora (foi chamada de edição Osgood,
publicada por James R. Osgood e co.). Whitman em pessoa tinha
sido responsável por todas as edições anteriores. De 1881 em
diante não haveria mais mudanças, apenas acréscimos, como
“Sands at Seventy” (“Areia aos Setenta”) à oitava edição, em 1888.
E “Good-bye My Fancy” (“Adeus Minha Fantasia”) à nona edição, de
1891-92, que é a edição “autorizada” ou de “leito de morte”, feita por
David McKay, Filadélfia, que também publicou as Complete Prose
Works (Obras Completas em Prosa) do poeta, que englobam
“Specimen Days”, “Collect”, “Notes Left Over”, “November Boughs”
(“Dias Exemplares”, “Compilação”, “Notas Restantes”, “Ramos de
Novembro”), etc., uma coletânea de apontamentos que vai da mais
tenra infância do poeta em Long Island até sua velhice em Camden,
NJ. Todo esse trabalho de criação e edição das próprias obras por
Whitman é mais bem descrito por Bradley e Blodgett nesta
passagem de sua introdução ao volume Leaves of Grass and other
writings, citado acima, p.xxxi:
A construção de Folhas de Relva seria melhor avaliada, não
como um sistema hierárquico de temas, mas como uma edição
engenhosa por um homem que foi obrigado a ser seu próprio
editor na maior parte de sua vida, que serenamente confrontou
um mercado literário hostil, que desfrutou de pouco benefício
de conselho profissional, e que de qualquer maneira
essencialmente realizou o que ele tinha a intenção de fazer.
Foi preciso resolução – a resolução do poeta que disse a si
mesmo, ‘Agora viajante navega para buscar e encontrar.’

Ahmed Zayed

Hello all My name is Ahmed Zayed I am Egyptian.I am very interested about languages, animals,Drawing,Comics and history also I like to write a short stories about our lives I am writing because I would like to share what I am thinking about with people who even far from me and for me this the way that people can communicate so finally I could bring my books over here I wish that every one will read will like and I will support u with many more books I am waiting for your feed back

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