Adolfo Caminha-A Normalista pdf

 


A normalista é um romance escrito pelo escritor brasileiro Adolfo Caminha. Foi publicado pela primeira vez em 1891.

Adolfo Caminha-A Normalista pdf 

NOTA INFORMATIVA
O romance A normalista foi publicado em 1893, há mais de 100
anos, portanto.
Por esse motivo, é impossível lê-lo como se lê uma obra escrita nos
dias de hoje. Em primeiro lugar, é preciso que o leitor se transporte
para um tempo anterior ao seu nascimento, do qual ele só poderia
conhecer através de leituras ou de outras informações. A
experiência pessoal do leitor, aquela que ele vai acumulando na
vivência do seu dia-a-dia, muitas vezes pouco tem a ver com o local,
os acontecimentos e a moral que serviu para situar o drama vivido
pelos personagens de um romance como A normalista.
Logo no primeiro capítulo, o leitor precisa da ajuda do dicionário
para saber o que é um “amanuense”, ou captar o sentido de frases
ou expressões como “as insinuações malévolas da alcovitice vilã”. E
o “víspora”? Será que todo jovem reconheceria nesse jogo um
precursor do bingo atual? E “phaeteon”, “caiporismo”, “redingote”,
“coxia” (no sentido de calçada), “botica”? E o tratamento de
“vossemecê”?
No caso de A normalista, outro problema de linguagem se coloca: o
regionalismo. Além de ter de deslocar a sua imaginação e a sua
compreensão no tempo, o leitor se vê diante de expressões restritas
ao local em que se desenrola a história do romance. Nesse caso
específico de A normalista, em Fortaleza, no Ceará, mas
expressões que também podem ser de uso corrente em todo o
Nordeste.
O professor e pesquisador literário M. Cavalcanti Proença escreveu
que Adolfo Caminha “teve a preocupação de se não tornar pomposo
ou oratório, o que abriu lugar para muito material de linguagem
regional de estilização do coloquial”.
Assim, recolhemos os exemplos “bichinha”,“rapariga de família”, “o
peru era uma excelente bebida”, e mesmo ditos populares como:
“pela cara se conhece quem tem lombrigas”, “sem tugir nem mugir”,
e muitos outros.
Na verdade, Adolfo Caminha não insiste em demasiado nas
palavras de cunho regional, o que fazem outros escritores, para dar
uma “cor local” a histórias ambientadas em lugares de fala bem
característica.
Surge, ainda, uma terceira dificuldade para a compreensão imediata
do texto, pela utilização de palavras eruditas, pouco usadas na
comunicação quotidiana das conversas, do jornal, da televisão. Por
exemplo: “seródia”, “rótula”, “tabernáculo”, “estiolando”,
“almiscarado”.
Mas tudo isso, vocabulário em parte antiquado, regional ou erudito,
não deve desestimular o jovem a prosseguir na leitura começada.
Literatura também é este enriquecedor contato com o que ainda não
sabemos, mundos distantes do nosso, aberturas para o
desconhecido.
E a história? O enredo? Também deve o leitor fazer um esforço para
entender a problemática, a tensão e o drama que se desenrola
dentro do contexto da época e do local onde foi situado o romance.
As reações dos personagens às situações por eles vividas há 100
anos são, certamente, retratadas de forma diferente caso fossem
escritas nos dias de hoje.
No entanto, o leitor deve deixar-se envolver por essa atmosfera
regional do passado, que Adolfo Caminha descreve com minúcia
realista. Josué Montello, em seu ensaio A ficção naturalista, afirma
que A normalista “sobressaía pela transplantação fiel e natural da
vida da província e vigor na fixação dos temperamentos e dos
caracteres”.
O romance relata as muitas tristezas e poucas alegrias de uma
jovem que é entregue por seu pai ao padrinho, para criá-la. Ela é
uma menina normal, que estuda, que tem uma amiga confidente,
um pretenso namorado de nível muito superior ao seu e,
desgraçadamente, é engravidada pelo padrinho e acaba casando-se
com um alferes da polícia.
O pano de fundo é uma cidade provinciana do século passado,
cheia de preconceitos e maledicências. A jovem Maria do Carmo,
personagem principal, que dá nome ao romance, sofre as
conseqüências desse meio mesquinho, que não oferece
oportunidades de um crescimento interior nem alternativas de vida.
Uma história vulgar, passada numa cidade atrasada e vivida por
personagens medíocres, sem horizontes nem futuro.
Mas, graças ao talento do escritor Adolfo Caminha, acontece o
milagre da criação literária: o texto se ilumina de uma aura de
beleza e continua atraindo, ao longo dos anos, a atenção e o
interesse de gerações e gerações de novos leitores.
CLAUDIO MURILO LEAL



Ahmed Zayed

Hello all My name is Ahmed Zayed I am Egyptian.I am very interested about languages, animals,Drawing,Comics and history also I like to write a short stories about our lives I am writing because I would like to share what I am thinking about with people who even far from me and for me this the way that people can communicate so finally I could bring my books over here I wish that every one will read will like and I will support u with many more books I am waiting for your feed back

Postar um comentário (0)
Postagem Anterior Próxima Postagem